ROE: melhore a rentabilidade financeira com dados e automatização
O ROE, ou rentabilidade financeira, é um dos indicadores que ajudam o CFO a avaliar a capacidade de uma empresa para gerar lucro a partir dos seus capitais próprios.
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O ROE, ou rentabilidade financeira, é um dos indicadores que ajudam o CFO a avaliar a capacidade de uma empresa para gerar lucro a partir dos seus capitais próprios.
Um painel de controlo financeiro na área de Compras permite avaliar de que forma o ciclo Source-to-Pay impacta a tesouraria, o capital circulante, a relação com os fornecedores e o fecho contabilístico. Não se trata apenas de controlar encomendas ou faturas, mas de transformar os dados das Compras em informação que apoie a tomada de decisões financeiras por parte das áreas Financeira, Tesouraria e Compras.
A volatilidade global provocada pela inflação persistente, tensões geopolíticas, disrupções logísticas e os novos critérios ESGtransformaram a gestão de riscos das Compras num pilar essencial para muitas organizações. E esta tendência será ainda mais crítica, com a expectativa de um maior rigor regulamentar e uma pressão crescente sobre a rastreabilidade.
Em muitas empresas, as compras funcionam em termos de “cumprir”: emitem-se pedidos, recebem-se bens ou serviços, processam-se faturas e efetuam-se pagamentos. No entanto, quando cada fase vive na sua própria ferramenta, com integrações parciais e fornecedores com capacidades diferentes, o processo deixa de ser um fluxo.
Há um cenário que se repete em muitas empresas. O departamento de Compras quer avançar: o negócio pede agilidade, os fornecedores não cumprem os prazos e a equipa tenta fazer com que o ciclo do Source-to-Pay flua sem se transformar numa corrida de obstáculos.
No início do ano, quando as áreas de Compras, TI, Finanças e Operações apresentam iniciativas para a alocação de orçamento, o CPO enfrenta frequentemente um desafio recorrente: comparar projetos muito distintos com um critério comum e defender perante o comité de investimento quais devem ser priorizados. Nesse contexto, um projeto de implementação de uma solução S2P (Source-to-Pay) só avança se for apresentado como um business case sólido, com pressupostos transparentes e um enquadramento que o comité reconheça: ROI, payback e TCO (e, se a política financeira o exigir, um anexo com VAL/NPV).
Num contexto empresarial marcado pela pressão sobre custos, pela complexidade das cadeias de fornecimento e pela necessidade de decisões cada vez mais rápidas e informadas, o Procurement deixou de ser apenas uma função operacional.
Daniel Cardoso Ferreira é um profissional com vasta experiência na área do Procurement. Atualmente é Head of Procurement da ATM, onde lidera a estratégia de compras com foco na eficiência, criação de valor e gestão de fornecedores.
Num contexto em que a digitalização e a inteligência artificial estão a transformar a área do Procurement, convidámos Tiago Cruz, especialista com mais de 15 anos de experiência em compras, supply chain e eficiência operacional, para uma conversa sobre o presente e o futuro da função.
Gerir faturas manualmente consome tempo, aumenta o risco de erros e eleva os custos operacionais. Descubra como um motor BPM pode simplificar esta tarefa essencial e tornar o processo mais eficiente.
Na prática, a automatização permite que tarefas repetitivas sejam executadas de forma rápida e precisa, reduzindo prazos, minimizando erros e aliviando a carga de trabalho. Desta forma, as equipas podem concentrar-se em atividades mais estratégicas e de maior valor para a empresa.