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Estratégia Portugal 2030: a digitalização da economia portuguesa

Written by Uxía Gesto | 2021 Abril 30

Em outubro de 2020, o Conselho de Ministros de Portugal aprovou a Estratégia Portugal 2030. A digitalização, inovação e qualificadores serão os motores de desenvolvimento dessa estratégia, que se juntam a outros pilares para tornar o país mais competitivo a nível externo, mas igualmente coeso internamente.

A estratégia foca-se na próxima década para a recuperação e convergência de Portugal com a Europa.

A Estratégia Portugal 2030 estrutura-se em torno de quatro agendas temáticas centrais para o desenvolvimento da economia, sociedade e o território de Portugal:

  • As pessoas primeiro: um melhor equilíbrio demográfico, maior inclusão, menos desigualdade.
  • Digitalização, inovação e qualificações como motores do desenvolvimento.
  • Transição climática e sustentabilidade dos recursos.
  • Um país competitivo externamente e coeso internamente.

Digitalização, inovação e qualificações como motores do desenvolvimento

A segunda agenda temática surge estruturada em torno do objetivo de promover uma recuperação e um crescimento inteligente, sustentável e resiliente da economia portuguesa, alicerçado nas qualificações, no conhecimento, na digitalização e na inovação, materializando uma estratégia de especialização inteligente da economia portuguesa e das suas regiões que contribua também para uma maior autonomia estratégica.

Apesar dos progressos registados nos últimos anos, persiste ainda na economia portuguesa um perfil de especialização produtiva com presença significativa de atividades com menor intensidade em tecnologia ou conhecimento, insuficiente presença de atividades transacionáveis e nos mercados digitais, e uma estrutura empresarial marcada por empresas com pequena dimensão e com insuficiente robustez financeira. Todos estes fatores condicionam o desenvolvimento de uma economia assente na inovação.

Por outro lado, a recente pandemia veio revelar a incapacidade da indústria europeia assegurar o fornecimento de bens de primeira necessidade, expondo a fragilidade europeia e a sua dependência, que constituem limitações relevantes à sua soberania. Em termos prospetivos importa explorar as oportunidades resultantes dos novos desafios tecnológicos e societais, como a digitalização ou a indústria 4.0.

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